Toda a imprensa nacional narrou na ultima terça feira (19) o assassinato do Blogueiro, Jornalista e radialista F.Gomes na cidade de Caicó, momentos após o crime, só que no mesmo instante que F.Gomes morria, sua vizinha Beth Amorim que
twittava com amigos, narrou em primeira mão com riqueza de detalhes, seu desespero e dos demais vizinhos, amigos e familiares do jornalista que acabára de ser assassinado.
Em seu
blog Tempestade de Idéias, ela fala como tudo aconteceu e como ser "Reporter Por Um Dia" não por escolha pessoal e sim por vontade do destino. Veja a postagem onde ela conta como tudo aconteceu.
Todos os dias à noite, minhas duas filhas reunem-se com as amiguinhas da vizinhança, e vão brincar na calçada. A rua onde moro é pacata. O bairro é um dos mais tranquilos da cidade. Por ser uma cidade interiorana, ainda há certa traquilidade nas ruas, e por isso, nunca tivemos muita preocupação em relação a isso.
De forma estranha, nenhuma das meninas saiu hoje para brincar. Nem as minhas, nem as da vizinhança. Todas estavam guardadinhas em casa.
E lá eu estava, no meu quarto, bem tranquila "tuitando", quando, por volta das 20h50min, ouço 6 disparos. Vi logo que não eram bombas "de são joão". Eram tiros.
Corri do jeito que estava, para ver o que tinha acontecido. Pensei: como assim?? Tiros na rua em que moro??? Não pode ser.
Quando cheguei à calçada aqui de casa, olhei para o meu lado esquerdo, e pude ver o
Jornalista F. Gomes, duas casas depois da minha, sentado no mesmo lugar onde sempre costumava sentar-se à noite: sua calçada. Porém, algo estava diferente. Ele estava coberto de sangue, e um pranto enorme se ouvia na rua. Não pude acreditar, mas era verdade: ele acabara de ser assassinado.
Congelei. E assim como todos os vizinhos, entrei em pânico. Ninguém sabia o que fazer. A mãe do jornalista e suas irmãs, que moram em frente à casa dele (ou seja, do outro lado da rua) presenciaram tudo. Alguém numa moto, parou de frente a casa e descarregou cerca de seis tiros, à queima roupa, no jornalista que tranquilamente descansava sentado numa cadeira, dedilhando seu laptop (depois eu soube que "apenas" três ou quatro tiros, o atingiram).
Lembrei que minhas filhas poderiam ter visto tudo também. Afinal, elas brincam na calçada ao lado. Por sorte, hoje elas não saíram de casa.
Logo a rua se encheu de gente: polícia, amigos, vizinhos, pessoas do bairro, curiosos de outros lugares... Ninguém acreditava no que tinha acabado de acontecer.
Corri para o
twitter e para o orkut, e comecei a dar, em primeira mão, a triste notícia. Teria sido meu primeiro "furo de reportagem", se eu fosse uma jornalista.
Mas, mesmo não sendo jornalista, quis compartilhar a agonia que senti naquele momento: