quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Regulamentação do "BICO" é defendida por PM

* Pâmela Reis

O coronel André Vianna da reserva da Polícia Militar de São Paulo defende a controvertida prática do bico – atividade fora do horário de serviço – entre policiais militares da ativa. Segundo Vianna, o problema não está no serviço em si, mas na falta de regulamentação da atividade.

“O bico prejudicial é aquele que está ligado à área de segurança e coloca em risco a vida do policial e das pessoas que ele está protegendo”, afirma o coronel. “Por exemplo: aquele policial que trabalha sozinho, armado, sem colete e sem rádio na porta de um estabelecimento comercial que pode ser assaltado. Muitos policiais morrem justamente no bico”. Ele sugere que a prática seja regulamentada, controlada e exercida “dentro de determinados parâmetros”.

Vianna cita o exemplo de Miami Beach, cidade americana onde a própria corporação administra os bicos: a polícia recebe pedidos de serviço extra da comunidade e os distribui entre os profissionais que se candidatam. Do valor pago, 70% vai para o bolso do policial e 30% ficam com a instituição e são investidos em policiamento, munições etc. “O interessante é que isso aumenta o espectro policial. O contrato [do serviço extra] estabelece que diante de um delito que atinja a comunidade, aquele policial pode ser acionado”, comenta Vianna.

O coronel conta que a prefeitura de São Paulo firmou acordo recente com o governo do Estado para que policiais militares trabalhem fora do turno regular, fazendo policiamento, custeados pela própria prefeitura. “Isso não deixa de ser um bico pago por outro patrão, que é a prefeitura”, comenta.

Para André Vianna, é preciso dar atenção especial também às jornadas de trabalho desses profissionais. “O policial precisa procurar descansar, e isso não impede que ele venha a fazer qualquer outra atividade”, observa. Atualmente o policial tem o dever de estar 24 horas à disposição da comunidade, mesmo fora de seu turno. Na prática, cada polícia estabelece seu regime de trabalho. O coronel acredita que, respeitados os períodos de descanso mínimos, não há empecilhos à prestação de serviços extras.

* Pâmela Reis é estudante de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Concluiu recentemente um curso sobre jornalismo em situações de conflito armado ou outras situações de violência. Maiores informações sobre o curso podem ser obtidas no link abaixo:
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3 comentários :

DIREITO disse...

Não concordo!
Para esse tipo de serviço já existem várias empresas credenciadas e muito bem preparadas.
Policia não pode ser paga por particulares no seu horario de folga pra fazer bicos de segurança.
E sim recuperar as energias pra trabalhar sem está dormindo na viatura.
POLICIA...SEGURANÇA...
UM DIREITO DE TODOS!!!

DIREITO disse...

Não concordo!
Para esse tipo de serviço já existem várias empresas credenciadas e muito bem preparadas.
Policia não pode ser paga por particulares no seu horario de folga pra fazer bicos de segurança.
E sim recuperar as energias pra trabalhar sem está dormindo na viatura.
POLICIA...SEGURANÇA...
UM DIREITO DE TODOS!!!

GAROTO RP disse...

Pô! Quantos de nõs são tão tolos que acham que o bico não é regularizado na PM? Todos sabemos de diversos bicos de propriedades de oficiais e de alguns Sargentos com algumas peixadas que movimentam e exploram vários policiais com dificuldades financeiras,... esses procedimentos são ilícitos e alguns deles tiram os policiais do serviço operacional para o serviço particular, desviando os defensores da ordem para atividades particulares,... da próxima vez vou começar a citar os nomes desses infelizes que agem de forma contrária as normas policiais! Com certeza não existe regularização para àqueles que tentem fazer por conta própria, pobres coitados, sempre serão obrigados a escolher entre o trabalho e, passando dificuldades, o 'emprego' recebendo uma miséria de ajuda dos contratantes. Lembrem-se! Muitas vezes o policial se sente mais a vontade no bico do que na Polícia, no bico ele é reconhecido, na polícia ele é humilhado,... Culpa Nossa!

Rádio Guerreiros do RN

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