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quarta-feira, 18 de abril de 2012
Adolescente é apreendido após assalto a ônibus no Campus Universitário
Os passageiros do ônibus da linha 63, da empresa Conceição, viveram momentos de pânico e terror na noite desta terça-feira (17). Um adolescente de 16 anos invadiu o coletivo ,e nas imediações do Campus universitário, anunciou um assalto. Armado com um revólver calibre 38, o rapaz rendeu o motorista e o cobrador e exigiu os pertences dos dois, bem como de alguns passageiros que estavam na parte da frente do ônibus. Ameaçando atirar, o adolescente aparentava nervosismo e logo após concluir o crime saiu do transporte correndo em direção a um matagal.
De acordo com informações repassadas pelo sargento Herôncio, do Batalhão de Choque, o suspeito foi visto por um policial civil que chegava na universidade, quando foi iniciada uma perseguição. O policial sacou da arma e deu voz de prisão, no entanto, o adolescente começou a atirar em direção ao agente.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
REBELIÃO EM ARACAJÚ - Agente Penitenciário é agredido, chora e pede socorro
Por
Nizário
Agente Penitenciário
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Uma cena de terror. Um agente penitenciário ainda não identificado foi torturado, ameaçado de morte e asfixiado pelos detentos que permanecem rebelados desde o último domingo, 15, no Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho. Toda a cena foi presenciada por familiares e colegas de trabalho.
Descontrolado, os presos iniciaram uma sessão de espancamento e os gritos do agente pedindo socorro causou uma comoção entre os colegas de trabalho que acompanham tudo de perto. “Eles vão matar ele”, disse desesperado um agente.
Presos se rebelam e fazem agentes e visitas refém em Aracajú
Por
Nizário
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| Preso armado cm uma escopeta 12 |
Detentos do Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho, no Bairro Santa Maria, se rebelaram desde às 13h deste domingo, 15. Três agentes penitenciários foram feitos reféns e muitas mulheres e crianças se encontram junto aos presos por conta do dia de visita, que não foi encerrado. Segundo informações da polícia o presídio abriga 476 presos.
Segundo informações da população local, domingo é dia de visita no presídio até às 15h. Como a rebelião aconteceu antes disso, as pessoas que estavam lá dentro também ficaram presas. A polícia informou que existem mais de 100 visitantes dentro do presídio no momento.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Bandidos invadem cidade do interior, espancam PM, assaltam e atiram em moradores locais
Uma quadrilha invadiu a cidade de Parazinho, distante de Natal 116 Km, no fim da manhã deste domingo (20) e promoveu momentos de terror tanto para a polícia quanto para os moradores do município.
Segundo informações preliminares, os criminosos estavam em dois veículos e chegaram por volta das 11h. Eles foram até uma casa lotérica e fizeram um arrastão, bem como em alguns estabelecimentos comerciais. Durante o assalto, os bandidos chegaram a render o sargento Gilmar de Souza.
domingo, 6 de novembro de 2011
Prédio do CIOSP em Natal tem terceiro abalo em poucos dias e 190 fica sem atendimento durante toda manhã (Vídeos)
Ontem (05) por volta das 6h40min o prédio onde do CIOSP (Centro Integrado de Operações e Segurança Pública) voltou a tremer violentamente, deixando os policiais que ali trabalham em pânico.
Os policiais militares que estavam de serviço no CIOSP pela manhã sentiram mais uma vez o prédio tremer e de imediato abandonaram o local na expectativa de algo pior viesse a acontecer já que essa já é terceira vez nos últimos dias que isso acontece.
Os PMs após deixarem o prédio, perceberam também uma grande rachadura na parte externa e decidiram não mais voltar ao serviço enquanto não tivesse a certeza de um especialista que a estrutura do local não lhes oferece risco de morte.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
TREMOR NO PRÉDIO DO CIOSP NATAL DEIXA O 190 INOPERANTE POR DUAS HORAS
| CIOSP |
O prédio do Ciosp mais uma vez tremeu, na noite dessa terça (01). Por conta do abalo, os Bombeiros retiraram os funcionários que atendiam as emergências do 190, o que causou a paralisação do serviço por cerca de duas horas. Não houve nenhuma pessoa ferida nem perda material.
Ainda não há nenhuma informação sobre a causa do tremor, mas suspeita-se que seja uma obra na Cidade da Criança que está sendo realizada ao lado do Ciosp. Além disso, um dos atendentes do 190 disse que o prédio é "velho e está cheio de rachaduras". Na quinta-feira (03), será feita uma vistoria completa. O serviço já está normalizado.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Onda de suicídios assusta a região do Seridó
A onda de suicídios continua assustando a região do Seridó. Depois dos vários casos confirmados e de muitas outras tentativas sem êxito, mais um caso foi registrado na tarde neste domingo.
O suicídio desta vez foi praticado na cidade de Jardim de Piranhas e vitimou Marcos António Pereira Dantas, 37 anos, mais conhecido como Marcos de Dalila, pai de 4 filhos, que residia na Rua Henrique Ferreira, 207, Bairro Santo Amaro, naquela cidade.
O suicídio desta vez foi praticado na cidade de Jardim de Piranhas e vitimou Marcos António Pereira Dantas, 37 anos, mais conhecido como Marcos de Dalila, pai de 4 filhos, que residia na Rua Henrique Ferreira, 207, Bairro Santo Amaro, naquela cidade.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Bandidos explodem caixa eletrônico de Breginho e PMs nada puderam fazer
AÇÃO
Uma quadrilha fortemente armada invadiu a cidade de Brejinho por volta das 3h30min da madrugada e após furarem os pneus da viatura da policia, foram até o banco do Bradesco onde usando explosivos, explodiram um dos caixas eletrônicos e fugiram em seguida.
A POLÍCIA
Uma quadrilha fortemente armada invadiu a cidade de Brejinho por volta das 3h30min da madrugada e após furarem os pneus da viatura da policia, foram até o banco do Bradesco onde usando explosivos, explodiram um dos caixas eletrônicos e fugiram em seguida.
A POLÍCIA
No momento da ação dos bandidos, apenas dois policiais militares estavam de serviço na delegacia e viram quando mais de dez homens em quatro carros: um Fox, uma Parati prata, um Siena e um Pálio rondavam a cidade e todos utilizando coletes balísticos, capuz e armas longas.
Os únicos dois policiais nada puderam fazer. Ninguém ali é Super-Man de colocar os peitos na rua para morrer, todos querem voltar pra casa e ver seus familiares. Além disso, o rádio comunicador que deveria ser utilizado para solicitar reforço está quebrado, as armas são velhas e geralmente o uso é duvidoso e todos os coletes estão vencidos há anos em quase toda companhia do estado, até nas especializadas, principalmente no interior do estado que geralmente tudo é muito mais difícil e precário.
Ações para o interior do estado deveriam ser mais freqüentes e mais severas. Todos estão vendo diariamente bancos e correios sendo assaltados, delegacias e pelotões invadidos e alvejados e nada se faz para combater isso. O governos já poderia colocar D.Os para ir reforço das grandes para as pequenas cidades em ações diversas o que já diminuiria e muito esses crimes.
Matéria GRN.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Insegurança causa fechamento de escolas no turno da noite em Natal
Ricardo Araújo - repórter
Algumas das mais tradicionais escolas do Rio Grande do Norte estão fechando suas portas no período noturno. Elevados índices de evasão escolar, insegurança e tráfico de drogas no entorno das instituições de ensino são apontados como causas para o encerramento das atividades do período noturno. Alguns exemplos: Calazans Pinheiro e Padre Miguelinho, no Alecrim; Ulisses de Góis e Winston Churchill, no Centro, e Atheneu, em Petrópolis. Funcionários afirmam que o número de alunos matriculados à noite nestas escolas é aquém do necessário para garantir o funcionamento do turno.
Algumas das mais tradicionais escolas do Rio Grande do Norte estão fechando suas portas no período noturno. Elevados índices de evasão escolar, insegurança e tráfico de drogas no entorno das instituições de ensino são apontados como causas para o encerramento das atividades do período noturno. Alguns exemplos: Calazans Pinheiro e Padre Miguelinho, no Alecrim; Ulisses de Góis e Winston Churchill, no Centro, e Atheneu, em Petrópolis. Funcionários afirmam que o número de alunos matriculados à noite nestas escolas é aquém do necessário para garantir o funcionamento do turno.
Aldair Dantas
O s elevados índices de evasão escolar, aliados à insegurança e ao tráfico de drogas, estão forçando algumas escolas públicas a cancelar o turno noturno
A maioria dos alunos que buscam vagas nas escolas das redes municipal e estadual de educação no horário da noite, trabalham ao longo do dia. São vendedores, comerciantes, donas de casa, que buscam, apesar do cansaço proporcionado pelo trabalho, o direito à educação. Garantido pela Constituição, o acesso ao ensino de qualidade é responsabilidade da Federação, estados e municípios sob a regência dos órgãos de regulação e fiscalização.
Entretanto, em Natal, algumas escolas deixaram de atender a estes estudantes devido ao fechamento do turno noturno em escolas consideradas âncoras, que atendem uma demanda proveniente de diversos bairros, como as localizadas no Centro. A professora da Escola Estadual Winston Churchill, Maria de Lourdes, disse que as escolas não fazem uma mobilização para manter a oferta de vagas e funcionamento do período. “Nós recebemos uma proposta: angariar alunos para manter o turno aberto”. Ela afirma que a obrigação do professor é lecionar e não ir atrás de estudantes. “A obrigação é do Estado, através de campanhas de renovação de matrículas e oferta de vagas à noite”.
Para o professor Lourival Ribeiro, o Estado é negligente. “As escolas estão sucateadas. Os gestores não investem na melhoria da estrutura dos prédios e do material didático de apoio, para ter a desculpa de não funcionar mais à noite”. Ele analisa que os alunos, no início do ano, chegam empolgados e com vontade de estudar. Porém, quando percebem que não existe nenhum investimento do governo para a melhora do ensino, acabam desistindo, o que aumenta o índice de evasão escolar.
Um outro ponto que contribui para a problemática do encerramento das atividades nas escolas no período noturno, é a falta de segurança em muitas delas. Para salva-guardar professores, alunos e população no entorno das instituições de ensino, o Governo introduziu a Ronda Escolar. Formada por policiais militares, tem o objetivo de manter a segurança e prevenir ações de vandalismo e violência em geral no interior das escolas e regiões circunvizinhas.
O tenente Willame Barbosa, comandante do Ronda Escolar, analisa que desde a implantação do programa, os índices de vandalismo nas proximidades das escolas reduziu. “No início do ano tivemos muitos problemas com brigas programadas por componentes de torcidas organizadas. Hoje, porém, com a ação da polícia em parceria com as escolas, esses confrontos são pontuais e os alunos se sentem mais seguros”.
Estudante da Escola Estadual Professor Severino Bezerra de Melo, Ozanira Tiago, comenta as dificuldades que enfrenta diariamente para estudar. “Moro num bairro pobre, inseguro e tento vir para a aula todos os dias. Sei que existem alunos no período noturno que não querem nada com a vida. Mas eu quero, estou aqui para ser alguém através do estudo”.
Ronda Escolar combate violência
A violência protagonizada pelos jovens nas escolas é uma realidade inegável. Para combatê-la, foi criado um órgão para atender somente aos chamados das escolas, o Ronda Escolar, que compõe, junto com o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), a Companhia Independente de Prevenção ao Uso de Drogas (Cipred). Em Natal, são três carros para o trabalho de prevenção e combate à violência e ao tráfico de drogas nas instituições e áreas próximas. As principais ocorrências atendidas pelo Ronda em 2010 foram relacionadas a brigas entre grupos estudantis rivais.
A rivalidade entre os grupos de escolas públicas e particulares, está ligada, na maioria dos casos, às torcidas organizadas. Porém, de acordo com informações do comandante do Ronda Escolar em Natal, tenente Willame Barbosa, o tráfico de drogas e furtos nas proximidades das escolas, contribuem para os casos de insegurança e violência entre os estudantes e pessoas alheias ao ambiente escolar. O início de 2010 foi marcado pelos confrontos agendados entre os membros das torcidas pelas redes sociais, como o orkut, por exemplo. Os confrontos ocorreram em frente a escolas tradicionais, como o Anísio Teixeira, na Praça Pedro Velho. À época, alguns comerciantes fecharam as portas dos estabelecimentos com medo de tiros ou furtos.
“A partir do momento que monitoramos as escolas mais críticas no Centro, o número de ocorrências caiu significativamente”, analisa o tenente. Além de conter as confusões entre alunos e componentes de torcidas diversas, os policiais que atuam no Ronda têm o direito de entrar nas escolas a qualquer momento, para verificar se tudo está bem. “Nosso objetivo não é intimidar os alunos e sim garantir a segurança de todos”. Porém, a presença da polícia nas escolas divide opiniões.
Para o estudante Diogo Henrique, a presença dos policiais intimida os alunos. “Eles nos olham de uma forma estranha. Eu me sinto constrangido”. Já a aluna Ozanira Tiago apoia e espera que o programa continue por muito tempo. “Já fiquei com medo de vir a escola por causa das brigas que existiam aqui antes da Ronda”. Diogo e Ozanira são alunos do programa Projovem Urbano na Escola Estadual Professor Severino Bezerra de Melo, em Mãe Luiza.
Herta Viviane, qualificadora do programa, analisa que a violência nas escolas é um reflexo do cotidiano do aluno. “A violência vem das ruas, vem de fora para dentro das escolas”.
Professor é ameaçado de morte
“Você não tem medo de uma bala?”. Foi desta forma que o professor Lourival Ribeiro, do Projovem Urbano que funciona na Escola Estadual Ulisses de Góis, foi questionado por um dos seus alunos. O motivo da ameaça foi o atraso no pagamento de R$ 100 feito a cada aluno matriculado no programa que alcança média superior a 75% do que é aplicado pelos professores. “Eu fui apenas explicar os motivos pelos quais o pagamento atrasou e o que ele deveria fazer para receber o dinheiro”, afirma o professor. Lourival disse que o aluno o ameaçou na frente dos demais colegas e afirmou ser dele a culpa pelo atraso no depósito da quantia.
Coordenadora
Assustados, professores e alunos chamaram os policiais da Ronda Escolar para que nada pior acontecesse. “A Ronda sempre nos ajuda quando precisamos. Numa situação como aquela, só eles poderiam fazer alguma coisa”, disse a professora Maria Gurgel, coordenadora do Projovem na escola. Os policiais reuniram o aluno, o professor e a coordenadora para uma conversa sobre o caso e tudo foi esclarecido. “O aluno assumiu que estava nervoso e passou dos limites. Hoje está tudo bem”, relata Lourival.
Questionado sobre a gravidade da ameaça e sua permanência na escola, o professor é enfático. “Não tenho medo. Estou aqui para recuperá-los. Estes alunos estiveram por muito tempo à margem da sociedade. Nem mesmo os pais deles os incentivaram ao estudo”. Segundo os professores, a maioria dos alunos do Projovem provém de bairros periféricos com um histórico de envolvimento com drogas e crimes diversos.
Entretanto, em Natal, algumas escolas deixaram de atender a estes estudantes devido ao fechamento do turno noturno em escolas consideradas âncoras, que atendem uma demanda proveniente de diversos bairros, como as localizadas no Centro. A professora da Escola Estadual Winston Churchill, Maria de Lourdes, disse que as escolas não fazem uma mobilização para manter a oferta de vagas e funcionamento do período. “Nós recebemos uma proposta: angariar alunos para manter o turno aberto”. Ela afirma que a obrigação do professor é lecionar e não ir atrás de estudantes. “A obrigação é do Estado, através de campanhas de renovação de matrículas e oferta de vagas à noite”.
Para o professor Lourival Ribeiro, o Estado é negligente. “As escolas estão sucateadas. Os gestores não investem na melhoria da estrutura dos prédios e do material didático de apoio, para ter a desculpa de não funcionar mais à noite”. Ele analisa que os alunos, no início do ano, chegam empolgados e com vontade de estudar. Porém, quando percebem que não existe nenhum investimento do governo para a melhora do ensino, acabam desistindo, o que aumenta o índice de evasão escolar.
Um outro ponto que contribui para a problemática do encerramento das atividades nas escolas no período noturno, é a falta de segurança em muitas delas. Para salva-guardar professores, alunos e população no entorno das instituições de ensino, o Governo introduziu a Ronda Escolar. Formada por policiais militares, tem o objetivo de manter a segurança e prevenir ações de vandalismo e violência em geral no interior das escolas e regiões circunvizinhas.
O tenente Willame Barbosa, comandante do Ronda Escolar, analisa que desde a implantação do programa, os índices de vandalismo nas proximidades das escolas reduziu. “No início do ano tivemos muitos problemas com brigas programadas por componentes de torcidas organizadas. Hoje, porém, com a ação da polícia em parceria com as escolas, esses confrontos são pontuais e os alunos se sentem mais seguros”.
Estudante da Escola Estadual Professor Severino Bezerra de Melo, Ozanira Tiago, comenta as dificuldades que enfrenta diariamente para estudar. “Moro num bairro pobre, inseguro e tento vir para a aula todos os dias. Sei que existem alunos no período noturno que não querem nada com a vida. Mas eu quero, estou aqui para ser alguém através do estudo”.
Ronda Escolar combate violência
A violência protagonizada pelos jovens nas escolas é uma realidade inegável. Para combatê-la, foi criado um órgão para atender somente aos chamados das escolas, o Ronda Escolar, que compõe, junto com o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), a Companhia Independente de Prevenção ao Uso de Drogas (Cipred). Em Natal, são três carros para o trabalho de prevenção e combate à violência e ao tráfico de drogas nas instituições e áreas próximas. As principais ocorrências atendidas pelo Ronda em 2010 foram relacionadas a brigas entre grupos estudantis rivais.
A rivalidade entre os grupos de escolas públicas e particulares, está ligada, na maioria dos casos, às torcidas organizadas. Porém, de acordo com informações do comandante do Ronda Escolar em Natal, tenente Willame Barbosa, o tráfico de drogas e furtos nas proximidades das escolas, contribuem para os casos de insegurança e violência entre os estudantes e pessoas alheias ao ambiente escolar. O início de 2010 foi marcado pelos confrontos agendados entre os membros das torcidas pelas redes sociais, como o orkut, por exemplo. Os confrontos ocorreram em frente a escolas tradicionais, como o Anísio Teixeira, na Praça Pedro Velho. À época, alguns comerciantes fecharam as portas dos estabelecimentos com medo de tiros ou furtos.
“A partir do momento que monitoramos as escolas mais críticas no Centro, o número de ocorrências caiu significativamente”, analisa o tenente. Além de conter as confusões entre alunos e componentes de torcidas diversas, os policiais que atuam no Ronda têm o direito de entrar nas escolas a qualquer momento, para verificar se tudo está bem. “Nosso objetivo não é intimidar os alunos e sim garantir a segurança de todos”. Porém, a presença da polícia nas escolas divide opiniões.
Para o estudante Diogo Henrique, a presença dos policiais intimida os alunos. “Eles nos olham de uma forma estranha. Eu me sinto constrangido”. Já a aluna Ozanira Tiago apoia e espera que o programa continue por muito tempo. “Já fiquei com medo de vir a escola por causa das brigas que existiam aqui antes da Ronda”. Diogo e Ozanira são alunos do programa Projovem Urbano na Escola Estadual Professor Severino Bezerra de Melo, em Mãe Luiza.
Herta Viviane, qualificadora do programa, analisa que a violência nas escolas é um reflexo do cotidiano do aluno. “A violência vem das ruas, vem de fora para dentro das escolas”.
Professor é ameaçado de morte
“Você não tem medo de uma bala?”. Foi desta forma que o professor Lourival Ribeiro, do Projovem Urbano que funciona na Escola Estadual Ulisses de Góis, foi questionado por um dos seus alunos. O motivo da ameaça foi o atraso no pagamento de R$ 100 feito a cada aluno matriculado no programa que alcança média superior a 75% do que é aplicado pelos professores. “Eu fui apenas explicar os motivos pelos quais o pagamento atrasou e o que ele deveria fazer para receber o dinheiro”, afirma o professor. Lourival disse que o aluno o ameaçou na frente dos demais colegas e afirmou ser dele a culpa pelo atraso no depósito da quantia.
Coordenadora
Assustados, professores e alunos chamaram os policiais da Ronda Escolar para que nada pior acontecesse. “A Ronda sempre nos ajuda quando precisamos. Numa situação como aquela, só eles poderiam fazer alguma coisa”, disse a professora Maria Gurgel, coordenadora do Projovem na escola. Os policiais reuniram o aluno, o professor e a coordenadora para uma conversa sobre o caso e tudo foi esclarecido. “O aluno assumiu que estava nervoso e passou dos limites. Hoje está tudo bem”, relata Lourival.
Questionado sobre a gravidade da ameaça e sua permanência na escola, o professor é enfático. “Não tenho medo. Estou aqui para recuperá-los. Estes alunos estiveram por muito tempo à margem da sociedade. Nem mesmo os pais deles os incentivaram ao estudo”. Segundo os professores, a maioria dos alunos do Projovem provém de bairros periféricos com um histórico de envolvimento com drogas e crimes diversos.
Fonte: Tribuna do Norte
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
PM CONTA COMO FOI SEQUESTRADO E ESCAPOU DE GRUPO DE EXTERMÍNIO
Marcelo Miguel sofreu dois tiros e viu outros dois homens serem executados na noite desta segunda-feira, em Macaíba.
O policial militar Marcelo Miguel, vítima de uma tentativa de homicídio nesta segunda-feira (20), foi ouvido pelo comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, major Fábio Araújo, nesta terça-feira (21). Marcelo informou que foi sequestrado por um grupo de extermínio, mas conseguiu escapar da execução.
O policial relatou que estava no Bairro Nordeste na noite de ontem, na companhia de José Gomes, de 43 anos, e Charles Paiva da Silva, de 29 anos. Esses dois também foram seqüestrados, mas não tiveram a mesma sorte que Marcelo Miguel e acabaram sendo assassinados.
De acordo com o depoimento do policial Marcelo, os criminosos estavam em uma caminhonete de cor prata e cabine dupla. Eles renderam as vítimas que estavam em duas motocicletas e em seguida os amarraram.
“Os acusados saíram no carro com as vítimas e em outras duas motos seguindo. Em determinado momento do percurso, eles chegaram a ver duas guarnições fazendo patrulhamento e desviaram o caminho, indo até a região de mangabeira onde houve o tiroteio”, afirmou major Fábio.
Ele explicou ainda que o soldado Marcelo disse ter conseguido se soltar durante o trajeto até o local da execução e, com isso, teve como fugir. “Quando eles iam descer do carro, o policial começou a correr, sendo atingido nas costas e no abdômen. Os outros dois também tentaram correr, mas acabaram mortos”, conta.
Marcelo foi até uma granja e pegou um celular para acionar a polícia. De acordo com major Fábio Araújo, o soldado vítima da tentativa de execução sabe quem foram os homens que os sequestraram.
“Ele apontou dois ex-soldados da Polícia Militar. Mas, essas informações só poderão ser divulgadas pelo delegado de Macaíba, Normando Feitosa, que deverá ouvir a vítima ainda na manhã de hoje”, explicou o oficial da PM.
Os dois ex-soldados citados por Marcelo Miguel, inclusive, já estiveram presos por participação em grupo de extermínio
Fonte: Nominuto
Fonte: Nominuto

