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sábado, 16 de fevereiro de 2013
UM LIXÃO CHAMADO MOSSORÓ - MP manda 37 presos de SC para o presídio federal do RN
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Nizário
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Trinta e sete homens, que estavam custodiados em unidades prisionais catarinenses, desembarcaram na tarde deste sábado (16) no Rio Grande do Norte. O destino final foi o Presidio Federal de Mossoró, na região Oeste potiguar. A transferência, segundo anunciado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, faz parte de uma das cinco medidas adotadas para conter os ataques de violência que atingem cidades de Santa Catarina. O município de Mossoró fica a pouco mais de 280 quilômetros de Natal.
O desembarque aconteceu por volta das 15h45, no Aeroporto Dix-Sept Rosado, em Mossoró. O avião, um Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira, segundo informações da direção do presídio, saiu de Florianópolis e chegou ao RN sem escalas. Um forte esquema de segurança, organizado por agentes federais, impossibilitou a aproximação da imprensa.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Agente penitenciário federal é executado com requintes de crueldade em Mossoró
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Nizário
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Um crime bárbaro chocou a população de Mossoró na manhã desta terça-feira (18). O agente penitenciário federal identificado como Lucas Barbosa Costa, natural de Terezina-PI, que trabalhava no Presídio Federal de Mossoró, foi encontrado morto com sinais de tortura. O agente havia cumprido plantão no presídio no dia anterior e completou a carga horária às 8h da manhã desta terça.
O corpo de Lucas foi localizado em uma estrada carroçável, trecho identificado como “Estrada da Raiz”, às margens da RN-013. Um crediarista que passava pelo local viu o cadáver e acionou a Polícia Militar da guarnição de Tibau que passava pela rodovia no momento. O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) e Polícia Civil de Mossoró foram acionadas.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Presídio federal de Mossoró receberá traficantes mais temidos do Rio de Janeiro
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) autorizou nesta segunda-feira (30) a transferência dos traficantes Fabiano Atanázio da Silva, conhecido como FB, e Luis Cláudio Serrat Correa, o Claudinho CL, para o presídio federal de Mossoró. De acordo com o TJ-RJ, os dois serão transferidos na terça-feira (31), em um voo de carreira para o município potiguar . O presídio de Mossoró, já conta com o traficante Fernandinho Beira-Mar.
Ainda segundo a assessoria do TJ-RJ, a autorização atendeu a uma solicitação da Secretaria de Segurança Pública do Rio. Fabiano Atanázio e Claudinho CL foram presos no dia 27, em Campos do Jordão, São Paulo.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Ex-PM João Maria Peixoto é transferido para penitenciária federal do MT
O ex-policial militar João Maria da Costa Peixoto, mais conhecido por João Grandão, foi transferido do presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta, para uma unidade federal no estado de Mato Grosso, em Campo Grande.
João responde a vários processos, entre eles por homicídio e envolvimento em um suposto grupo de extermínio. A transferência foi feita na madrugada do último sábado (3), após a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania receber um ofício judicial.
João Grandão já havia ficado preso no presídio federal de Mossoró, mas voltou para Alcaçuz no início deste ano. O advogado do preso afirmou na manhã desta segunda-feira (5) que não sabia a motivação da transferência nem soube como isso transcorreu.
Em entrevista ao programa O Povo no Rádio, da 96FM, o advogado Marcus Alânio disse que ele e a família de João Maria foram surpreendidos com a notícia da transferência. “Não soubemos de nada e estranhamos a forma como foi feita”, comentou.
Fonte: Portal BO
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Fernandinho Beira Mar foi cirurgiado sob forte esquema de segurança em Mossoró
O preso do Presídio Federal de Segurança Máxima de Mossoró, que foi internado por volta de 10 horas da manhã de terça feira 07 de junho de 2011 no Hospital Wilson Rosado, era "Fernandinho Beira Mar.
Segundo informações o detento foi submetido a uma cirurgia de hérnia e para não chamar a atenção, causar tumulto e manter a segurança no hospital deram o nome de outro apenado. Foi montada uma verdadeira operação de guerra dentro da unidade hospitalar. Na ala em que o preso ficou não entrava e nem saia ninguem, até os profissionais tiveram que dobrar o plantão para que fosse mantido o sigilo e não houvesse a divulgação da presença de Beira Mar no hospital.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Fernandinho Beira-Mar já se encontra preso no RN
O narcotraficante Luís Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira-Mar”, desembarcou por volta das 18h deste sábado (5) no aeroporto de Mossoró. Ele estava no presídio federal de Catanduvas e foi transferido para o presídio federal. Além dele, outros cinco bandidos cariocas também vieram.
A transferência do traficante foi feita sob forte aparato policial. Ele foi trazido em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) e desembarcou na cidade às 18h15. A escolta, por ar, foi feita por 20 agentes penitenciários federais, todos fortemente armados.
Ao desembarcar outros 30 agentes de Mossoró, além dos policiais federais e rodoviários federais reforçaram a segurança e o traficante foi imediatamente levado ao presídio federal. A transferência foi concluída há poucos minutos, segundo uma fonte do portal Girando
A vinda de Beira Mar, considerado o mais perigoso criminoso do Brasil, vinha sendo especulada desde o ano passado. A operação de transferência foi feita sob total sigilo. As forças policiais de Mossoró foram informadas da missão em cima da hora para evitar falhas.
“A gente não estava nem sabendo dessa transferência. Fomos pegos de surpresa. Quando soubemos, ele já estava desembarcando de Mossoró”, conta um agente penitenciário federal, que trabalha no setor de Inteligência do presídio federal de Mossoró e pediu anonimato.
Além de Beira Mar, outros cinco bandidos, todos do Rio de Janeiro, desembarcaram há pouco em Mossoró. O nome dos outros presos ainda não havia sido confirmado pela direção da unidade prisional, que, nesse momento, ainda fazia o processo de triagem para levá-los à cela.
Fonte: Tribuna do Norte e Imagens do arquivo GRN
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Polícia prende dez acusados do assalto aos Correios de São João do Sabugi
Uma operação conjunta entre Polícia Federal, a Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais prendeu possíveis integrantes da quadrilha que realizou nesta terça-feira (28) um assalto aos Correios da cidade de São João do Sabugi, região Seridó do estado.
Até o momento os policiais prenderam três casais em uma casa no Loteamento Nova Zelândia, em São Gonçalo do Amarante, Grande Natal, mais duas pessoas no município de Assú, na região Seridó, e duas na praia de Pitangui, minicípio de Extremoz.
Os nomes dos acusados ainda não foram revelados para a imprensa.
Memória
Até o momento os policiais prenderam três casais em uma casa no Loteamento Nova Zelândia, em São Gonçalo do Amarante, Grande Natal, mais duas pessoas no município de Assú, na região Seridó, e duas na praia de Pitangui, minicípio de Extremoz.
Os nomes dos acusados ainda não foram revelados para a imprensa.
Memória
Uma quadrilha composta por cerca de 10 homens, fortemente armada, invadiu o pelotão da Polícia Militar da cidade de São João do Sabugi, a 242km de Natal, rendeu dois policiais, roubou armas e, usando os PMs de reféns, assaltou a agência dos Correios local, de onde foi levado um cofre, na manhã de ontem. Segundo a polícia, os bandidos usavam fuzis, espingardas calibre 12, pistolas e até coletes à prova de balas. Eles chegaram à cidade usando dois veículos, um Ford Ecosport prata, roubado no dia anterior da cidade paraibana de Santa Luzia, e uma Mitsubishi Pajero preta. Na fuga, os criminosos ainda tomaram de assalto um Nissan X-Terra preto do vice-prefeito local, Vivarte Brito. Uma Mercedez Sprinter foi incendiada na estrada que liga o município à cidade a Caicó. Uma viatura da polícia ainda foi atingida por tiros. Os nomes dos policiais rendidos não foram divulgados.
Segundo um policial da cidade, que não quis ser identificado, a quadrilha chegou ao pelotão em dois veículos, por volta das 7h da manhã, no momento em que se fazia a troca de serviço. Todos os integrantes usavam capuzes, dificultando a identificação. Um dos PMs já havia sido rendido quando encaminhava-se de moto para o local, na estrada que liga a cidade a Ipueira. Dois soldados que estavam em uma viatura, do lado de fora do prédio, ao notarem a chegada dos bandidos, fugiram em disparada. O veículo ainda foi atingido com quatro tiros. Em seguida, o soldado que estava dentro do pelotão foi rendido. A quadrilha roubou do local uma espingarda calibre 12, um fuzil calibre 762, cinco revólveres calibre 38 e duas pistolas, calibres 380 e .40. "Isso tudo foi muito rápido, em cerca de dois minutos eles já tinham invadido o pelotão".
Com dois PMs de reféns, os bandidos seguiram em direção à agência dos Correios da cidade, a apenas 500m do pelotão. "Ontem era dia de pagamento dos aposentados e a agência havia recebido o dinheiro para essas operações no dia anterior". Segundo o policial, já havia algumas pessoas em frente aos Correios no momento que a quadrilha chegou, provocando tumulto e pânico. Rapidamente, os assaltantes invadiram o prédio e levaram o cofre da agência. Não se sabe ainda a quantidade de dinheiro que estava guardado na estrutura.
Fuga
Ainda segundo a polícia, logo após deixar os Correios, a quadrilha rendeu o vice-prefeito local, Vivarte Brito, que encontrava-se nas proximidades. Com os dois policiais ainda de reféns, os criminosos fugiram da cidade nos três veículos. Na zona rural do município, eles abandonaram o Ford Ecosport e o Nissan X-Terra, além de liberarem os dois soldados. Ainda durante a fuga, para dificultar a perseguição da polícia, os bandidos assaltaram e atearam fogo em uma van Mercedez Sprinter, na estrada que liga São João a Caíco, fechando a rodovia.
FONTE: DN online
Segundo um policial da cidade, que não quis ser identificado, a quadrilha chegou ao pelotão em dois veículos, por volta das 7h da manhã, no momento em que se fazia a troca de serviço. Todos os integrantes usavam capuzes, dificultando a identificação. Um dos PMs já havia sido rendido quando encaminhava-se de moto para o local, na estrada que liga a cidade a Ipueira. Dois soldados que estavam em uma viatura, do lado de fora do prédio, ao notarem a chegada dos bandidos, fugiram em disparada. O veículo ainda foi atingido com quatro tiros. Em seguida, o soldado que estava dentro do pelotão foi rendido. A quadrilha roubou do local uma espingarda calibre 12, um fuzil calibre 762, cinco revólveres calibre 38 e duas pistolas, calibres 380 e .40. "Isso tudo foi muito rápido, em cerca de dois minutos eles já tinham invadido o pelotão".
Com dois PMs de reféns, os bandidos seguiram em direção à agência dos Correios da cidade, a apenas 500m do pelotão. "Ontem era dia de pagamento dos aposentados e a agência havia recebido o dinheiro para essas operações no dia anterior". Segundo o policial, já havia algumas pessoas em frente aos Correios no momento que a quadrilha chegou, provocando tumulto e pânico. Rapidamente, os assaltantes invadiram o prédio e levaram o cofre da agência. Não se sabe ainda a quantidade de dinheiro que estava guardado na estrutura.
Fuga
Ainda segundo a polícia, logo após deixar os Correios, a quadrilha rendeu o vice-prefeito local, Vivarte Brito, que encontrava-se nas proximidades. Com os dois policiais ainda de reféns, os criminosos fugiram da cidade nos três veículos. Na zona rural do município, eles abandonaram o Ford Ecosport e o Nissan X-Terra, além de liberarem os dois soldados. Ainda durante a fuga, para dificultar a perseguição da polícia, os bandidos assaltaram e atearam fogo em uma van Mercedez Sprinter, na estrada que liga São João a Caíco, fechando a rodovia.
FONTE: DN online
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Preso usou faca para render agente
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Nizário
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Andrey Ricardo - Jornal de Fato
Leandro Felipe Leocádio utilizou uma faca de mesa que pegou solta pela cozinha do Presídio Federal de Mossoró como arma para render uma agente penitenciária federal e provocar o primeiro grave incidente de todo o Sistema Penitenciário Federal (SPF) do Brasil. Depois de rendida, a agente foi obrigada entregar sua pistola e seu colete à prova de balas. O preso, que apresentaria problemas mentais, utilizou bem toda a estrutura de segurança das torres de vigilância ao seu favor.
Leandro Felipe Leocádio utilizou uma faca de mesa que pegou solta pela cozinha do Presídio Federal de Mossoró como arma para render uma agente penitenciária federal e provocar o primeiro grave incidente de todo o Sistema Penitenciário Federal (SPF) do Brasil. Depois de rendida, a agente foi obrigada entregar sua pistola e seu colete à prova de balas. O preso, que apresentaria problemas mentais, utilizou bem toda a estrutura de segurança das torres de vigilância ao seu favor.
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| Leandro Felipe Leocádio |
Segundo informações passadas à reportagem por um policial que acompanhou toda a negociação e pediu para não ser identificado, as precauções adotadas pelo preso reduziram as possibilidades de uma ação de intervenção, caso ele não resolvesse se entregar – um disparo por cima ou uma invasão pela escada. De acordo com o policial, Felipe mostrou perícia e dificultou o trabalho da polícia. “Ele pode até ser doido, mas de burro ele não tem nada. Ficou o tempo todo abaixado para evitar ser alvejado (por cima) e fez a agente como escudo (no caso da invasão por baixo)”, explica.
A ação do preso foi apontada como um surto de loucura pelas autoridades que participaram das negociações, mas ele teria tido o cuidado de pegar uma faca de mesa na cozinha do Presídio Federal e a levou consigo até uma das guaritas, onde estava a agente penitenciária feita refém. A negociação foi feita durante todo o tempo com os dois dentro da torre de vigilância, segundo apurou a reportagem. Por sorte, o preso não adquiriu poder de fogo ainda maior. É que ele não percebeu que havia um fuzil na parte externa da guarita. “Aí é que o problema seria maior”, opina.
Para intimidar todos que estavam envolvidos na negociação, o preso ainda chegou a efetuar dois disparos com a pistola da agente penitenciária, mas não atingiu ninguém. “Esse foi o momento de maior tensão, mas graças a Deus não atingiu ninguém. Ele atirou só para assustar mesmo, para mostrar que ainda estava no controle daquela situação”, explica o policial. Além da equipe de agentes federais de Natal, enviados para gerenciar a crise, participaram da operação agentes penitenciários estaduais e federais de Mossoró, policiais militares e ainda os agentes federais de Mossoró.
“Nós estávamos preparados para qualquer tipo de situação, mas ele soube bem usar o que tinha ao seu favor”, explica o policial, ressaltando que pela estrutura das torres de vigilância, a possibilidade de uma invasão pela escadaria foi praticamente descartada. “Não tinha como a gente entrar pelas escadas porque perderíamos o elemento surpresa e assim colocaríamos em risco a vida da agente”, explica o policial, ressaltando que o preso poderia sentir-se ameaçado e tentar matar sua refém. “O melhor caminho mesmo foi negociar e esperar que ele desistisse do seu plano”, finaliza.
A versão oficial
Cerca de uma hora após a libertação da refém, o diretor do Presídio Federal, Kércio Silva Pinto, resolveu atender a imprensa – que passou o dia inteiro do lado de fora da prisão, proibida de entrar – para esclarecer o incidente. Ele negou que o preso tivesse utilizado algum tipo de arma branca para render a gente. Segundo o diretor, o preso conseguiu imobilizar a agente – extremamente preparada – apenas com uso da força física. Na coletiva, o diretor evitou entrar em detalhes sobre o assunto para reduzir os danos.
Especialista diz que agente penitenciária não errou
O Sistema Penitenciário Federal (SFP) foi idealizado para custodiar os presos mais perigosos do Brasil, inclusive estrangeiros que venham a ser detidos no território nacional. Porém, ironicamente, o primeiro incidente registrado em todo o STF envolveu um preso que teoricamente não representava mais riscos. Ele iria progredir do regime semiaberto para o condicional nos próximos dias, o que significa dizer que estaria apto a voltar a conviver com a sociedade. Talvez por isso é que todos procedimentos que fazem o SPF ser de “segurança máxima” não tenham funcionado.
Na opinião do delegado federal Adriano Barbosa, que hoje ocupa o cargo de chefe da Divisão de Desenvolvimento Humano da Academia Nacional de Polícia Federal, sediado em Brasília (DF), não é correto atribuir o incidente de Mossoró à agente penitenciária que foi feita refém. Ele conta que acompanhou o caso à distância, em Brasília (DF) e que se arrisca a falar que agente não pode ser responsabilizada pelo ocorrido. “Não tenho condições de emitir um parecer técnico, mas pelo que pude ver, não houve erro da parte dela. Ela foi surpreendida e não há erro nisso”, diz.
O professor da academia da Polícia Federal explica que os cuidados adotados em cada situação variam de acordo com o risco que àquela determinada situação representa. No caso, Leandro Felipe Leocádio não era visto pelos agentes como um risco eminente. “Com um perfil dele, que já seria liberado, não tem nem como botar culpa na agente. Ele estava prestes a alcançar a liberdade, ninguém imaginaria que ele adotaria esse comportamento. Acho que se eu estivesse na situação dela, talvez tivesse passado pela mesma coisa”, comenta Adriano, que é referência da PF no Brasil.
“Eu tenho certeza que as condutas de segurança para aquele perfil foram executadas, mas ele se desviou disso e esse foi o elemento surpresa”, acrescenta Adriano Barbosa, que tem vasta experiência na área operacional e hoje é responsável Academia da PF, que forma delegados, escrivães, agentes, papiloscopistas, peritos e agentes penitenciários federais em todo o Brasil – ele foi delegado da divisão de Contra-Inteligência, chefiou o setor de Operação do Serviço Anti-terrorismo, chefe do Núcleo de Operações da Superintendência do DF, sempre atuando na área de gestão operacional.
Preso ainda não foi ouvido pela PF
O preso Leandro Felipe Leocádio até ontem à tarde ainda não havia prestado depoimento sobre o incidente que protagonizou no Presídio Federal de Mossoró. Até ontem ainda não havia uma definição acerca dos crimes que ele iria ser responsabilizado.
De acordo com o agente Paulo Nascimento, responsável pela assessoria de imprensa da Polícia Federal de Mossoró, até ontem ele ainda não havia prestado depoimento. Apenas os agentes penitenciários que estavam de serviço no plantão do incidente foram ouvidos.
A previsão inicial era de que Felipe prestaria depoimento e seria indiciado ainda na noite de terça-feira passada.
O inquérito que vai investigar a ação do preso será conduzido pela Polícia Federal de Mossoró, já que trata-se de um crime cometido dentro de uma instituição federal, contra um servidor público federal.
De acordo com Nascimento, o preso poderá ser indiciado pela tentativa de homicídio ou até mesmo por cárcere, já que reteve a liberdade da agente penitenciária mediante o uso da força física. “O delegado ainda vai decidir quais as providências que irá tomar”, complementou o policial.
A certeza que se tem é que o Felipe Leocádio deverá ser responsabilizado por um crime bem mais grave do que os outros dois os quais ele havia sido condenado – furto e roubo. Somadas, as penas dos dois crimes chegam a 10 anos.
Delegado não crê em rendição sem arma
A versão oficial da direção do Presídio Federal de Mossoró é de que o detento teria conseguido imobilizar a agente penitenciária federal sem o uso de nenhum tipo de arma. Entretanto, para o delegado federal Adriano Barbosa, chefe da Divisão de Desenvolvimento Humano da Academia Nacional de Polícia Federal, é praticamente impossível acreditar que um servidor tão bem preparado quanto um agente penitenciário federal tenha sido facilmente rendido.
“Em tese, não seria possível um policial federal (ou agente penitenciário federal) ser rendido por um civil. Ele é treinado para defesa pessoal. A gente tem uma disciplina de defesa pessoal que é voltada para essa área. Ele tem treinamento específico para isso”, comenta o professor da Academia da Polícia Federal.
Ele reconhece que o elemento surpresa, que na ocasião estava à favor do preso, pode ser uma vantagem, mas reafirma que é muito difícil que isso venha acontecer sem que ele tenha utilizado algum tipo de arma, como informou a direção da unidade federal.
“Eles são treinados para fazer o uso progressivo da força, mas é claro que existe o elemento surpresa, que aí qualquer um, por mais bem treinado que seja, pode ser surpreendido. Quando isso acontece, a gente perde a nossa vantagem. Pode acontecer, mas é muito difícil! Em tese, o policial é treinado para evitar isso”, complementa o delegado.
Responsável pela formação dos agentes penitenciários federais, o delegado faz questão de enaltecer o treinamento o qual eles são submetidos e rebate as críticas nesse aspecto.
“Eu arrisco a dizer que não tem instituição hoje mais bem treinada para penitenciárias do que o DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional, que é responsável pelas prisões federais). Eles são mais bem recrutados. Não da para dizer que sejam mal-preparados. Se houve uma falha, foi uma coisa individual, pontual”, defende.
Em Brasília, a custódia dos presos que era feita pela Polícia Federal foi assumida pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) desde quando o Sistema começou a funcionar em 2006. Segundo Adriano Barbosa, a segurança aumentou ainda mais. “O padrão de segurança é muito bom. Eu posso afirmar que quando o DEPEN assumiu a custódia dos presos no DF, nossa segurança mudou. O nível de treinamento que eles têm é muito bom. Eles são especializados nisso”, finaliza.
A ação do preso foi apontada como um surto de loucura pelas autoridades que participaram das negociações, mas ele teria tido o cuidado de pegar uma faca de mesa na cozinha do Presídio Federal e a levou consigo até uma das guaritas, onde estava a agente penitenciária feita refém. A negociação foi feita durante todo o tempo com os dois dentro da torre de vigilância, segundo apurou a reportagem. Por sorte, o preso não adquiriu poder de fogo ainda maior. É que ele não percebeu que havia um fuzil na parte externa da guarita. “Aí é que o problema seria maior”, opina.
Para intimidar todos que estavam envolvidos na negociação, o preso ainda chegou a efetuar dois disparos com a pistola da agente penitenciária, mas não atingiu ninguém. “Esse foi o momento de maior tensão, mas graças a Deus não atingiu ninguém. Ele atirou só para assustar mesmo, para mostrar que ainda estava no controle daquela situação”, explica o policial. Além da equipe de agentes federais de Natal, enviados para gerenciar a crise, participaram da operação agentes penitenciários estaduais e federais de Mossoró, policiais militares e ainda os agentes federais de Mossoró.
“Nós estávamos preparados para qualquer tipo de situação, mas ele soube bem usar o que tinha ao seu favor”, explica o policial, ressaltando que pela estrutura das torres de vigilância, a possibilidade de uma invasão pela escadaria foi praticamente descartada. “Não tinha como a gente entrar pelas escadas porque perderíamos o elemento surpresa e assim colocaríamos em risco a vida da agente”, explica o policial, ressaltando que o preso poderia sentir-se ameaçado e tentar matar sua refém. “O melhor caminho mesmo foi negociar e esperar que ele desistisse do seu plano”, finaliza.
A versão oficial
Cerca de uma hora após a libertação da refém, o diretor do Presídio Federal, Kércio Silva Pinto, resolveu atender a imprensa – que passou o dia inteiro do lado de fora da prisão, proibida de entrar – para esclarecer o incidente. Ele negou que o preso tivesse utilizado algum tipo de arma branca para render a gente. Segundo o diretor, o preso conseguiu imobilizar a agente – extremamente preparada – apenas com uso da força física. Na coletiva, o diretor evitou entrar em detalhes sobre o assunto para reduzir os danos.
Especialista diz que agente penitenciária não errou
O Sistema Penitenciário Federal (SFP) foi idealizado para custodiar os presos mais perigosos do Brasil, inclusive estrangeiros que venham a ser detidos no território nacional. Porém, ironicamente, o primeiro incidente registrado em todo o STF envolveu um preso que teoricamente não representava mais riscos. Ele iria progredir do regime semiaberto para o condicional nos próximos dias, o que significa dizer que estaria apto a voltar a conviver com a sociedade. Talvez por isso é que todos procedimentos que fazem o SPF ser de “segurança máxima” não tenham funcionado.
Na opinião do delegado federal Adriano Barbosa, que hoje ocupa o cargo de chefe da Divisão de Desenvolvimento Humano da Academia Nacional de Polícia Federal, sediado em Brasília (DF), não é correto atribuir o incidente de Mossoró à agente penitenciária que foi feita refém. Ele conta que acompanhou o caso à distância, em Brasília (DF) e que se arrisca a falar que agente não pode ser responsabilizada pelo ocorrido. “Não tenho condições de emitir um parecer técnico, mas pelo que pude ver, não houve erro da parte dela. Ela foi surpreendida e não há erro nisso”, diz.
O professor da academia da Polícia Federal explica que os cuidados adotados em cada situação variam de acordo com o risco que àquela determinada situação representa. No caso, Leandro Felipe Leocádio não era visto pelos agentes como um risco eminente. “Com um perfil dele, que já seria liberado, não tem nem como botar culpa na agente. Ele estava prestes a alcançar a liberdade, ninguém imaginaria que ele adotaria esse comportamento. Acho que se eu estivesse na situação dela, talvez tivesse passado pela mesma coisa”, comenta Adriano, que é referência da PF no Brasil.
“Eu tenho certeza que as condutas de segurança para aquele perfil foram executadas, mas ele se desviou disso e esse foi o elemento surpresa”, acrescenta Adriano Barbosa, que tem vasta experiência na área operacional e hoje é responsável Academia da PF, que forma delegados, escrivães, agentes, papiloscopistas, peritos e agentes penitenciários federais em todo o Brasil – ele foi delegado da divisão de Contra-Inteligência, chefiou o setor de Operação do Serviço Anti-terrorismo, chefe do Núcleo de Operações da Superintendência do DF, sempre atuando na área de gestão operacional.
Preso ainda não foi ouvido pela PF
O preso Leandro Felipe Leocádio até ontem à tarde ainda não havia prestado depoimento sobre o incidente que protagonizou no Presídio Federal de Mossoró. Até ontem ainda não havia uma definição acerca dos crimes que ele iria ser responsabilizado.
De acordo com o agente Paulo Nascimento, responsável pela assessoria de imprensa da Polícia Federal de Mossoró, até ontem ele ainda não havia prestado depoimento. Apenas os agentes penitenciários que estavam de serviço no plantão do incidente foram ouvidos.
A previsão inicial era de que Felipe prestaria depoimento e seria indiciado ainda na noite de terça-feira passada.
O inquérito que vai investigar a ação do preso será conduzido pela Polícia Federal de Mossoró, já que trata-se de um crime cometido dentro de uma instituição federal, contra um servidor público federal.
De acordo com Nascimento, o preso poderá ser indiciado pela tentativa de homicídio ou até mesmo por cárcere, já que reteve a liberdade da agente penitenciária mediante o uso da força física. “O delegado ainda vai decidir quais as providências que irá tomar”, complementou o policial.
A certeza que se tem é que o Felipe Leocádio deverá ser responsabilizado por um crime bem mais grave do que os outros dois os quais ele havia sido condenado – furto e roubo. Somadas, as penas dos dois crimes chegam a 10 anos.
Delegado não crê em rendição sem arma
A versão oficial da direção do Presídio Federal de Mossoró é de que o detento teria conseguido imobilizar a agente penitenciária federal sem o uso de nenhum tipo de arma. Entretanto, para o delegado federal Adriano Barbosa, chefe da Divisão de Desenvolvimento Humano da Academia Nacional de Polícia Federal, é praticamente impossível acreditar que um servidor tão bem preparado quanto um agente penitenciário federal tenha sido facilmente rendido.
“Em tese, não seria possível um policial federal (ou agente penitenciário federal) ser rendido por um civil. Ele é treinado para defesa pessoal. A gente tem uma disciplina de defesa pessoal que é voltada para essa área. Ele tem treinamento específico para isso”, comenta o professor da Academia da Polícia Federal.
Ele reconhece que o elemento surpresa, que na ocasião estava à favor do preso, pode ser uma vantagem, mas reafirma que é muito difícil que isso venha acontecer sem que ele tenha utilizado algum tipo de arma, como informou a direção da unidade federal.
“Eles são treinados para fazer o uso progressivo da força, mas é claro que existe o elemento surpresa, que aí qualquer um, por mais bem treinado que seja, pode ser surpreendido. Quando isso acontece, a gente perde a nossa vantagem. Pode acontecer, mas é muito difícil! Em tese, o policial é treinado para evitar isso”, complementa o delegado.
Responsável pela formação dos agentes penitenciários federais, o delegado faz questão de enaltecer o treinamento o qual eles são submetidos e rebate as críticas nesse aspecto.
“Eu arrisco a dizer que não tem instituição hoje mais bem treinada para penitenciárias do que o DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional, que é responsável pelas prisões federais). Eles são mais bem recrutados. Não da para dizer que sejam mal-preparados. Se houve uma falha, foi uma coisa individual, pontual”, defende.
Em Brasília, a custódia dos presos que era feita pela Polícia Federal foi assumida pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) desde quando o Sistema começou a funcionar em 2006. Segundo Adriano Barbosa, a segurança aumentou ainda mais. “O padrão de segurança é muito bom. Eu posso afirmar que quando o DEPEN assumiu a custódia dos presos no DF, nossa segurança mudou. O nível de treinamento que eles têm é muito bom. Eles são especializados nisso”, finaliza.
Fonte: Tribuna do Norte
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Agente é feita refém em falha na Segurança Maxima
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| Mossoró mostra primeira falha em Presídios federais |
Andrey Ricardo
Da Redação
Em quatro anos de existência, o Sistema Penitenciário Federal (SPF) enfrentou ontem sua primeira crise e o palco foi o Presídio Federal de Mossoró. Uma agente penitenciária federal foi feita refém por um preso de justiça, que conseguiu rendê-la e roubar sua arma. O preso fez uma série de exigências - algumas delas surreais -, mas as negociações só foram encerradas às 18h de ontem, quando a vítima foi libertada. Esse havia sido o primeiro incidente dessa natureza em uma das unidades de segurança máxima do SPF.
Da Redação
Em quatro anos de existência, o Sistema Penitenciário Federal (SPF) enfrentou ontem sua primeira crise e o palco foi o Presídio Federal de Mossoró. Uma agente penitenciária federal foi feita refém por um preso de justiça, que conseguiu rendê-la e roubar sua arma. O preso fez uma série de exigências - algumas delas surreais -, mas as negociações só foram encerradas às 18h de ontem, quando a vítima foi libertada. Esse havia sido o primeiro incidente dessa natureza em uma das unidades de segurança máxima do SPF.
O preso que protagonizou o primeiro incidente do Sistema Penitenciário Federal é Leandro Felipe Leocádio, que é condenado por assalto em Areia Branca, onde pegou sete anos e quatro meses, e por furto em Macau, onde foi condenado a dois anos de prisão. Ele é interno do Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio, situado ao lado do Presídio Federal. Há poucos meses, Leandro começou a prestar serviços no Presídio Federal na área da limpeza - como forma de ressocialização, já que recentemente ele ganhou o direito de progressão de regime, passando do fechado ao semiaberto.
De acordo com o delegado federal Kércio Silva Pinto, diretor da unidade federal de Mossoró, a agente penitenciária - nome não informado - foi feita refém por volta das 10h de ontem, quando o preso, que tinha acesso "livre" à parte da frente da unidade - é a ala administrativa e atrás ficam as celas -, subiu a uma das guaritas. Ela foi pega de surpresa pelo preso, que a rendeu e roubou sua arma, uma pistola calibre P40. A partir de então, começou uma longa negociação. A princípio, as autoridades evitaram confirmar que havia uma agente refém e bloquearam a entrada de qualquer veículo na prisão.
Por volta das 13h de ontem, uma equipe de três agentes e um delegado da Polícia Federal de Brasília (DF), todos especialistas nesse tipo de situação, desembarcou no aeroporto Dix-sept Rosado. A partir daí, as negociações com o preso foram feitas com essa equipe, que assumiu o controle da situação. A equipe, segundo apurou o DE FATO, era composta por negociadores, mas também por atiradores de elite. De longe - a imprensa não teve acesso à entrada da prisão -, era possível observar que uma equipe ficou posicionada em cima da caixa d'água da prisão - provavelmente os atiradores.
A princípio, Felipe pediu a presença dos seus familiares e disse que só se renderia com a chegada deles. Por volta das 14h, uma equipe da Polícia Militar chegou ao Presídio Federal com o pai dele e mais dois familiares. Porém, o problema não foi resolvido porque ele fez uma nova exigência, essa ainda mais complicada: queria ver a filha que tem menos de dois anos e mora em Areia Branca com a mãe. "Olhe, os policiais até foram à casa dela, mas ela está irredutível e não vem de maneira alguma. E ele diz que só sai depois que ver a criança", esclareceu Carlos Santana, advogado do detento.
As negociações foram encerradas por volta das 18h de ontem, quando o interno resolveu se entregar e liberar a agente penitenciária federal. "Nós iniciamos com o delegado da Polícia Federal, que tem curso em gerenciamento de crimes. Ele veio nos ajudar e, aproximadamente das 12h até agora (19h), houve o desfecho e, graças a Deus, tudo ocorreu bem. Não atingiu a ala de segurança máxima - onde ficam os presos - da prisão", destacou Kércio, que até as 19h de ontem ainda não sabia qual o crime que seria imputado ao interno, que ainda prestaria depoimento aos policiais federais.
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| Comando da PF de Brasília desembarcando |
Preso queria ver o mar
O surto que fez o preso Leandro Felipe Leocádio atacar uma agente penitenciária federal dentro de uma prisão de segurança máxima não foi nenhuma novidade para quem convivia com ele. É que ele já vinha apresentando problemas relacionados à depressão, desde quando a família deixou de visitá-lo na Mário Negócio, onde ele cumpria pena por furto e roubo - juntas, somam 10 anos. Entre suas reivindicações, uma delas era ser levado à praia de Canoa Quebrada, no Ceará.
É que quando ainda estava no regime fechado da Mário Negócio ele tentou se matar, segundo o tenente-coronel Alvibar Gomes, diretor do Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócios. "Ele já vinha apresentando esses problemas, talvez pela abstinência das drogas, não sabemos ao certo", explicou o tenente-coronel, que está de licença médica, mas acompanhou à distância toda a negociação com o presidiário.
O preso, inclusive, estava sendo acompanhado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Mossoró, ainda de acordo com o diretor da Mário Negócio. "Ele vinha fazendo esse tratamento e estava se recuperando. Não sei por que ele teve esse surto agora", destaca.
Porém, para o diretor do Presídio Federal, Kérsio Silva Pinto, não havia como prever que o preso iria ter esse tipo de problema. Em entrevista coletiva concedida na noite de ontem, o diretor minimizou o problema. "Foi um surto que deu nesse rapaz. Não é problema de droga, nada disso. É um problema familiar, envolvendo uma filha dele. Ele já não vinha bem e hoje fez isso para tentar trazer sua filha, que é menor de dois anos de idade. Nós tentamos convencê-lo do contrário e não houve agressão de nenhuma das partes", disse o delegado da Polícia Federal.
Para que qualquer preso tenha o direito de progredir de regime, é preciso que ele seja submetido a uma série de exames psicológicos, que poderiam ter detectado os problemas apresentados por ele ontem. Ao ser questionado sobre essa possível falha, Kércio também não quis entrar em detalhes. "Não vamos falar em falha. Temos que assumir que aconteceu um problema grave. Só isso", disse.
Além de pedir a presença dos familiares, que moram em Areia Branca e Macau, o detento foi mais além e pediu até para ser levado à praia. Segundo o seu advogado, Carlos Santana, ele teria pedido para ir comer um peixe em Canoa Quebra (CE) e disse ainda que depois disso cometeria o suicídio.
"Nem todas as exigências seriam aceitas. Coisas absurdas não podem ser atendidas - a vinda da criança", disse Kércio.
Diretor nega falha da agente
O primeiro incidente de natureza grave registrado em todo o Sistema Penitenciário Federal (SPF), que hoje funciona no Brasil com quatro prisões de segurança máxima - a quinta será construída em Brasília (DF) -, não foi considerado uma falha por parte da agente penitenciária feita refém. Essa foi a avaliação do diretor do Presídio Federal de Mossoró, delegado federal Kércio Silva Pinto, que amenizou o quadro.
"Não se trata de um descuido da agente. Ele vinha fazendo limpeza havia quase quatro meses, e nesse momento da limpeza... foi mesmo no momento em que ela estava focando outro ângulo. Então, ele veio a abordá-la, imobilizá-la e utilizou a arma dela", destacou Kércio Silva, negando que tenha havido algum tipo de deslize por parte da agente.
Ele negou ainda que o preso tivesse conseguido entrar com algum tipo de arma cortante, como estava sendo especulado durante as negociações. "Ele não tinha nenhuma outra arma. Ele a imobilizou manualmente. Não tinha nenhum tipo de arma branca porque ele é revistado todos os dias quando entra, mesmo na área administrativa", afirmou Kércio, que fez questão de frisar que o incidente não refletiu nenhum tipo de risco à ala dos presos.
Para amenizar a situação, Kércio explicou que a agente penitenciária teve papel de grande importância durante toda a negociação. Além de manter-se calma o tempo todo, ela ainda conversou bastante com o preso para tentar acalmá-lo. "Minha gente, eles - os agentes - são treinados para isso. Eles são extremamente preparados. Ela nos ajudou muito durante toda a negociação. Essa foi uma das peças mais importantes nesse incidente", explicou.
Por fim, o diretor nega qualquer possibilidade de haver punição contra a agente. "Qual punição? Não há punição para a agente. É a mesma coisa que vocês - jornalistas - estejam fazendo uma cobertura e sejam feitos vítimas. O nosso interesse é preservar a vida, preservar a vida da nossa agente, nesse caso", finaliza Kércio Silva.
Fonte: Jornal de Fato









