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terça-feira, 9 de abril de 2013
GOE controla motin no Presídio Raimundo Nonato
Por
Nizário
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Rebelião
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Cerca de 170 presos do pavilhão "A", do Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato realizaram, nesta terça-feira (9), um motim. Segundo eles, o motivo seria a falta de água e de condições para o cumprimento de suas penas. O tumulto só acabou com a intervenção dos agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais e com a chegada da imprensa.
A unidade, que abriga hoje 403 homens, é dividida em dois pavilhões e há muito tempo apresenta problemas graves como a estrutura física do prédio, que funciona na avenida Itapetinga, no conjunto Santarém, zona Norte de Natal.
De acordo com o diretor do presídio, Wellington Marques, o motim começou no início da manhã depois que a unidade por problemas técnicos teve o abastecimento de água paralisado. Todos os presos do pavilhão "A" começaram um quebra-quebra arrancando algumas grades e destruindo objetos.
"Tivemos toda a calma e demos início a um processo de negociação que resultou em um acordo no início da tarde. O acordo seria de chamarmos a imprensa e em seguida fazermos uma revista minuciosa com o pessoal do GOE", relatou.
Com a chegada da imprensa, os presos apresentaram uma carta de reivindicações constando cinco tópicos onde eles pedem o direito a assistência médica, liberação de remédios pelos familiares, resolver definitivamente o problema da água, melhor tratamento dos agentes com relação a alimentação vinda com os familiares em dias de visitas entre outras.
Ainda segundo Wellington a principal reivindicação que é a questão da falta de água já está sendo resolvida e contornada. Alguns vazamentos estão sendo concertados e haverá a partir de hoje um maior controle na distribuição da água para se evitar desperdício. Quanto aos outros pedidos o diretor disse ainda que fará o possível para atendê-los, mas que a prioridade é manter a casa em ordem.
Portal BO
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Adolescente de 14 anos provoca acidente dirigindo em alta velocidade o carro do seu avô
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Nizário
Acidente
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Aconteceu
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Irresponsabilidade
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Menor
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Noticia
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PM
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Uma “brincadeira” de adolescentes quase termina em tragédia, na noite desta quarta-feira (8), no município de Nísia Floresta. O neto de um cabo da Polícia Militar pegou o carro do avô escondido e após trafegar em alta velocidade colidiu com outro veículo. Oito pessoas ficaram feridas.
De acordo com a Polícia Militar de Nísia Floresta, o acidente aconteceu por volta das 19h30. Os adolescentes estavam em um veículo tipo Prisma, de placas NNT-3532. O Pelotão da PM informou que este veículo pertence ao cabo Filho, da Polícia Militar.
O carro foi retirado da garagem pelo neto do policial, enquanto o avô estava de serviço. “Segundo relato de testemunhas, o veículo prata [Prisma] trafegava no sentido Nísia Floresta - São José de Mipibu, em alta velocidade, quando o condutor perdeu o controle e colidiu de frente com um veículo branco”, conta um policial de Nísia Floresta.
De acordo com a Polícia Militar de Nísia Floresta, o acidente aconteceu por volta das 19h30. Os adolescentes estavam em um veículo tipo Prisma, de placas NNT-3532. O Pelotão da PM informou que este veículo pertence ao cabo Filho, da Polícia Militar.
O carro foi retirado da garagem pelo neto do policial, enquanto o avô estava de serviço. “Segundo relato de testemunhas, o veículo prata [Prisma] trafegava no sentido Nísia Floresta - São José de Mipibu, em alta velocidade, quando o condutor perdeu o controle e colidiu de frente com um veículo branco”, conta um policial de Nísia Floresta.
Foto:Divulgação
De acordo com a polícia, o veículo atingido é um Corsa, de placas MYB-1322. Este carro pertence a um cabo da Aeronáutica, identificado como Erenilson Gadelha.
Os policiais de Nísia Floresta destacam ainda que o adolescente, após pegar a chave do carro do avô, convidou outros amigos adolescentes para uma voltinha. Ele saíram em alta velocidade pela rodovia.
Em determinado trecho da estrada, eles perderam o controle do carro, provocando o acidente. Segundo relatos de populares a polícia, o veículo deveria trafegar acima de 100 km/h, isso porque após o impacto o marcador de velocidade ficou na marca de 140 km/h.
Os policiais de Nísia Floresta destacam ainda que o adolescente, após pegar a chave do carro do avô, convidou outros amigos adolescentes para uma voltinha. Ele saíram em alta velocidade pela rodovia.
Em determinado trecho da estrada, eles perderam o controle do carro, provocando o acidente. Segundo relatos de populares a polícia, o veículo deveria trafegar acima de 100 km/h, isso porque após o impacto o marcador de velocidade ficou na marca de 140 km/h.
Foto:Divulgação
As vítimas do veículo Corsa branco, atingido pelo Prisma, são familiares da vereadora Poliana Cavalcante, da Câmara Municipal de Nísia Floresta. Mais dois veículos ainda se envolveram no acidente, um Pálio e uma camionete, mas conseguiram desviar a tempo evitando a colisão.
Todas as vítimas foram conduzidas para o Hospital Clovis Sarinho, em Natal, onde estão em observação.
Todas as vítimas foram conduzidas para o Hospital Clovis Sarinho, em Natal, onde estão em observação.
Fonte: Nominuto
domingo, 28 de novembro de 2010
Ocupação ao Complexo do Alemão foi concluída
| "Policiais durante operação no Complexo do Alemão" |
Invasão no Complexo do Alemão começou na manhã de domingo.
O comandante geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Mario Sérgio Duarte, afirmou neste domingo que o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, está ocupado.
'Vencemos. Trouxemos liberdade para o povo do Alemão. Agora é trabalho de busca, procura, prisões e apreensões', afirmou o Duarte em entrevista.
Ainda não está claro se todas as posições de criminosos dentro do complexo de favelas foram tomadas pelas forças policiais e militares envolvidas na operação. O cerco continua nos 44 acessos do complexo e as forças de segurança, que não encontraram muita resistência, iniciaram a operação de varredura casa a casa.
O comandante da PM afirmou ainda que as forças policiais e militares não tiveram muitos problemas no início da invasão.
'Não tivemos dificuldade. Tivemos cobertura dos helicópteros e os blindados fizeram o seu papel', disse.
A operação de invasão do Complexo do Alemão, onde estariam centenas de traficantes, começou por volta das 8h da manhã deste domingo.
No total, participam da invasão 800 soldados da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 300 agentes da Polícia Federal (PF) e 1,3 mil homens das polícias Militar e Civil mobilizados na para operação no Rio de Janeiro.
Blindados do Exército e da Marinha e veículos do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) foram utilizados na operação e estão dentro do complexo. A Polícia Militar estima que entre 500 e 600 traficantes estariam no Complexo do Alemão.
Desde o sábado mais de 2 mil homens das forças de segurança já estavam prontos para invadir o complexo de favelas e mantinham um cerco posicionados nos 44 acessos do complexo.
Na manhã deste domingo, uma hora antes do início da invasão, ocorreram tiroteios intensos na região e os homens estavam posicionados aguardando apenas a chegada dos helicópteros para iniciar as operações.
O comandante afirmou que, apesar de não ter enfrentado grandes problemas no início da operação, os policiais precisarão tomar 'muito cuidado' e ter muita 'paciência'.
'Agora é hora de paciência, verificar casa por casa, beco por beco, não vai ter um lugar daqui deste complexo que não vai ser verificado, não vai ser checado', disse.
Duarte afirmou que os traficantes, 'até o momento', não enfrentaram a polícia, mas isto não significa que o confronto não vai ocorrer.
A polícia já chegou a uma área conhecida como Areal, no centro do Complexo do Alemão. As ruas estão desertas, o comércio fechado e foram apreendidas armas e drogas.
Os veículos que bloqueavam a entrada da favela estão sendo rebocados e, nas ruas, só são vistos carros policiais.
Ultimato
Na tarde de sábado, o coronel Lima Castro, relações públicas da PM do Rio, chegou a dizer a jornalistas que os traficantes teriam até o por-do-sol para se entregar.
'A proposta é de paz, mas se formos chamados à guerra, vamos responder com a mesma força', afirmou.
A PM estabeleceu um procedimento para que os traficantes se rendessem. Eles deveriam se apresentar com fuzis sobre as cabeças e entregar as armas num posto montado na rua Joaquim Queiroz, no Complexo do Alemão, próximo à Estrada de Itararé.
No domingo, este foi um dos pontos de entrada das forças policiais.
Segundo Lima Castro, os bandidos estão 'desgastados e estressados', sem mantimentos e munição. O coronel afirmou que a superioridade numérica e de equipamento das forças de segurança é total. 'Tudo é favorável a nós'.
O comandante do Batalhão de Choque, Waldir Soares Filho, disse a jornalistas que todas as pessoas que entram ou saem do Complexo do Alemão estavam sendo revistadas e obrigadas a apresentar documento de identidade.
| "Veículo blindado do Exército atravessa bloqueio no Complexo do Alemão" |
Veículos militares blindados entraram no Complexo do Alemão pouco depois do início da invasão
Ao longo do dia, o Exército realizou vários bloqueios no Complexo do Alemão, parando e revistando pedestres, carros, motos e caminhões para evitar a fuga de traficantes.
Traficantes detidos
No total, 31 pessoas foram detidas e encaminhadas para averiguação pela Polícia Civil no sábado.
Entre eles, está Edson Souza Barreto, o 'Piloto', 49 anos, chefe de segurança de Fabiano Atanázio, o 'FB', chefe do tráfico na Vila Cruzeiro. Segundo a Polícia, ele tentou fugir da Vila Cruzeiro ao se misturar a um grupo de moradores que descia o morro portando bandeiras brancas.
![]() |
| Imagem Simbolo da Ocupação |
Já Diego Raimundo Santos, conhecido como 'Mister M', se rendeu à Polícia no Morro do Alemão. Ele é suspeito de fazer a segurança do traficante 'Pezão', que chefia o tráfico no local. A mãe de 'Mister M' disse a jornalistas que convenceu seu filho a se entregar.
Duas pessoas foram feridas a tiros na região na manhã deste sábado, ao tentar escapar do cerco. Os dois suspeitos foram atendidos em um hospital local e levados à delegacia da região em seguida.
O coordenador da ONG Afroreggae, José Júnior, esteve no Complexo do Alemão e tentou convencer traficantes a se entregarem.
'Ninguém falou que queria partir pro enfrentamento, mas não quer dizer que ninguém vá', afirmou ele à imprensa no local ao sair. 'Tentei passar pra eles que deveriam se entregar, para que não morressem e também não expusessem os moradores.'
Colaborou Júlia Dias Carneiro, da BBC Brasil no Rio de Janeiro
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: MSN Notícias
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Vizinha de F.Gomes narra pelo Twitter momentos de desespero na hora da morte do Jornalista
Toda a imprensa nacional narrou na ultima terça feira (19) o assassinato do Blogueiro, Jornalista e radialista F.Gomes na cidade de Caicó, momentos após o crime, só que no mesmo instante que F.Gomes morria, sua vizinha Beth Amorim que twittava com amigos, narrou em primeira mão com riqueza de detalhes, seu desespero e dos demais vizinhos, amigos e familiares do jornalista que acabára de ser assassinado.
Em seu blog Tempestade de Idéias, ela fala como tudo aconteceu e como ser "Reporter Por Um Dia" não por escolha pessoal e sim por vontade do destino. Veja a postagem onde ela conta como tudo aconteceu.
Todos os dias à noite, minhas duas filhas reunem-se com as amiguinhas da vizinhança, e vão brincar na calçada. A rua onde moro é pacata. O bairro é um dos mais tranquilos da cidade. Por ser uma cidade interiorana, ainda há certa traquilidade nas ruas, e por isso, nunca tivemos muita preocupação em relação a isso.
De forma estranha, nenhuma das meninas saiu hoje para brincar. Nem as minhas, nem as da vizinhança. Todas estavam guardadinhas em casa.
E lá eu estava, no meu quarto, bem tranquila "tuitando", quando, por volta das 20h50min, ouço 6 disparos. Vi logo que não eram bombas "de são joão". Eram tiros.
Corri do jeito que estava, para ver o que tinha acontecido. Pensei: como assim?? Tiros na rua em que moro??? Não pode ser.
Quando cheguei à calçada aqui de casa, olhei para o meu lado esquerdo, e pude ver o Jornalista F. Gomes, duas casas depois da minha, sentado no mesmo lugar onde sempre costumava sentar-se à noite: sua calçada. Porém, algo estava diferente. Ele estava coberto de sangue, e um pranto enorme se ouvia na rua. Não pude acreditar, mas era verdade: ele acabara de ser assassinado.
Congelei. E assim como todos os vizinhos, entrei em pânico. Ninguém sabia o que fazer. A mãe do jornalista e suas irmãs, que moram em frente à casa dele (ou seja, do outro lado da rua) presenciaram tudo. Alguém numa moto, parou de frente a casa e descarregou cerca de seis tiros, à queima roupa, no jornalista que tranquilamente descansava sentado numa cadeira, dedilhando seu laptop (depois eu soube que "apenas" três ou quatro tiros, o atingiram).
Lembrei que minhas filhas poderiam ter visto tudo também. Afinal, elas brincam na calçada ao lado. Por sorte, hoje elas não saíram de casa.
Logo a rua se encheu de gente: polícia, amigos, vizinhos, pessoas do bairro, curiosos de outros lugares... Ninguém acreditava no que tinha acabado de acontecer.
Corri para o twitter e para o orkut, e comecei a dar, em primeira mão, a triste notícia. Teria sido meu primeiro "furo de reportagem", se eu fosse uma jornalista.
Mas, mesmo não sendo jornalista, quis compartilhar a agonia que senti naquele momento:
Acabaram de \dar cerca de 6 tiros/ no jornalista F. Gomes na porta de sua casa
Não acredito que ele tenha sobrevivido... Detalhe: ele mora há duas casas da minha..
Tô muito nervosa aqui
Escutei os tiros daqui do quarto!!!!!
Tá todo mundo louco gritando aqui na rua......
O jornalista já tinha sido ameaçado várias vezes e é uma figura muito conhecida na região
Caracaaa!! Tem um homem morto à tiro, quase na porta da minha casa....
Gente, eu nunca imaginei passar por um troço desses. Tô chocada até agora.
Nesse momento em que escrevo, a rua já foi interditada. Há uma grande aglomeração de pessoas em frente a casa dele. A notícia já se espalhou por todo o estado, e até no Brasil (O Jornal “O Globo” - Online, também já divulgou a notícia). A amanhã, a minha rua tão pacata, estará nas principais páginas policiais.
| Casa do jornalista. Calçada em que ele foi morto. Foto: Blog do Cardoso Silva |
Uma grande perda para o jornalismo. O RN perde uma grande voz. Alguém que não se calava perante às injustiças. Alguém que, por denunciar sem medo os crimes e os criminosos da região, teve seu direito à vida aniquilado, de uma forma bárbara e cruel.
E para nós, seus vizinhos aqui da rua, significa a perda do nosso mais ilustre morador... Muito revoltante.
![]() |
| Francisco Gomes - Jornalista e Radialista. Saiba mais. |



